Hoje acompanhei o caso de uma paciente idosa (foto ilustrativa), vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido, podendo causar sequelas graves, como perda de movimentos, dificuldades na fala e comprometimento das funções vitais. No caso dela, a doença a levou a um estágio delicado, e agora estava em cuidados paliativos.
Os cuidados paliativos não buscam mais a cura, mas sim aliviar o sofrimento, oferecer conforto e dignidade ao paciente em seus últimos momentos. Como técnico de enfermagem, meu papel é garantir que ela não sinta dor, manter sua pele íntegra, auxiliar na higiene e, principalmente, proporcionar acolhimento tanto para ela quanto para seu filho, que a acompanha dia e noite.
Ele se desdobra entre carinho e cansaço, contando histórias, relembrando momentos felizes. “Ela sempre cuidou de mim. Agora é minha vez”, disse, enquanto ajeitava o cobertor dela com um olhar de quem não quer se despedir.
Estou começando a ver despedidas na minha profissão, mas sei, que cada uma me ensina algo novo sobre a vida. No hospital, lidamos com o começo e o fim da existência todos os dias. A morte pode parecer o fim, mas o amor que deixamos nos corações de quem fica continua vivo.
Antes de sair, disse ao filho: ela sente seu amor, e isso é o que realmente importa. Ele concordou, com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso discreto.
A vida é breve, mas o cuidado e o amor são eternos. E, no fim, são essas marcas que realmente importam.
Por Marcelo Marques
Técnico de Enfermagem
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